Manifestação contra o novo Código Florestal, Brasília (DF).

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Na última semana, mais de 1,5 mil pessoas reuniram-se em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (DF), para protestar contra a aprovação do projeto de lei do novo Código Florestal.

 

A ação marcou o encerramento das mobilizações da campanha nacional Mangue Faz a Diferença, uma coalizão formada por quase 200 organizações da sociedade civil brasileira.

 

A comunidade do surf foi representada pela organização não-governamental Ecosurfi. A ONG levou para a capital federal surfistas engajados com pranchas e uma carta gigante em tecido com a frase “Veta Dilma”. Ela continha as assinaturas de centenas de pessoas que participaram da mobilização nacional “Remando por um Mundo melhor”.

 

O projeto de lei que altera o Código Florestal já sofreu inúmeras mudanças, porém continua anistiando e incentivando o desmatamento. Para as ONG’s ambientalistas, o texto aprovado no Senado é um pouco melhor que o da Câmara, mas ainda extremamente ruim para o Brasil. Por isso, elas defendem que a única solução agora é o veto da presidente.

 

Para as lideranças pesqueiras que estiveram no ato, a aprovação de um novo Código Florestal trará danos irreversíveis não só para a população ribeirinha e rural como também para a urbana.

 

“O mangue é o berçário dos peixes. Com o novo Código Florestal várias espécies se extinguirão e farão falta à mesa dos brasileiros”, afirma Cícero Oliveira, da Associação Ribeirinha Amigos do Meio Ambiente (Aribame).

 

Surfistas engajados Ao todo, foram 36 mobilizações em 13 estados do país desde o lançamento da campanha Mangue Faz a Diferença, no dia 24 de janeiro no Fórum Social Temático em Porto Alegre (RS). Com 87 instituições que aderiram à iniciativa, as ações da campanha atingiram cerca de 50 mil pessoas.

 

A mobilização teve início às 8 horas, em frente à Catedral, e seguiu em direção ao Congresso Nacional. Às 11 horas, os manifestantes participaram de uma reunião com deputados na Câmara e depois dividiram-se em grupos para visitar e pressionar os parlamentares de seus estados.

 

Cenário atual  Os principais problemas da proposta do Código Florestal é que estimula novos desmatamentos, anula multas de crimes ambientais, reduz Áreas de Preservação Permanente (APP) e de reservas legais e desobriga a recuperação da grande maioria das áreas ilegalmente desmatadas.

 

Apesar dos pedidos de cientistas, juristas, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para que o processo seja revisto e realizado de forma responsável, o Projeto de Lei deve ser votado em breve. A data ainda não foi definida.

 

Site – www.waves.com.br